Home / Relator do PL das Fake News acusa big techs de ‘ação suja’ e ‘sabotagem’

Relator do PL das Fake News acusa big techs de ‘ação suja’ e ‘sabotagem’

Fonte: Uol

3 de maio de 2023

O relator do projeto de lei das Fake News na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), acusou as big techs de empreenderem uma “ação suja” para sabotar as discussões sobre o texto.

A proposta, que regulamenta as plataformas digitais e estabelece obrigações aos provedores de redes sociais, sofre forte resistência das grandes empresas de tecnologia, que iniciaram uma ação junto a parlamentares para evitar a votação da matéria e desidratar o texto final.

“Nunca vi tanta sujeira em uma disputa política. O Google, por exemplo, usa sua força majoritária no mercado para ampliar o alcance das posições de quem é contra o projeto e diminuir de quem é favorável ao projeto. Os Sleeping Giants tiveram redução brutal de alcance no Twitter da noite para o dia”, reclamou o deputado em entrevista a jornalistas ao chegar para participar do ato unificado das centrais sindicais pelo Dia do Trabalhador, nesta segunda-feira, 1º de maio.

Segundo Silva, as big techs utilizam a “força econômica para distorcer o debate político” e têm até “constrangido” influenciadores digitais a se posicionarem sobre o projeto, para barrá-lo “custe o que custar”.

“Eles usam a força econômica e a presença no mercado para distorcer o debate político. Essas empresas estão em um trabalho de sabotagem, tentando articular uma resistência custe o que custar. Eles não estão economizando, estão usando o poder econômico, a estrutura pública e estão constrangendo influenciadores. Eu tenho notícia de influenciadores que estão sendo constrangidos a se posicionar publicamente sobre o projeto”, disse o parlamentar.

A ação das big techs nos bastidores e a resistência de setores da oposição têm interferido na tramitação da votação do projeto. Na semana passada, a Câmara chegou a aprovar requerimento para que a proposta tramite em regime de urgência, ou seja, vá direto ao plenário sem passar por comissões.

A margem apertada da votação, no entanto, acendeu alerta no governo e no presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que temem não conseguir aprová-lo.

O Republicanos já anunciou posição contrária à proposta. O partido tem ligações com a Igreja Universal e muitos de seus parlamentares são evangélicos, setor que se opõe ao projeto.

Confira matéria no Uol

Voltar para Início

Notícias Relacionadas

Mercado publicitário avança e supera patamar anterior à pandemia, mostra pesquisa
O mercado publicitário brasileiro movimentou aproximadamente R$ 69 bilhões em compra de mídia em 2021, de acordo com o levantamento da Kantar Ibope Media. O resultado do ano anterior é 29% superior ao registrado em 2020, período de maiores restrições pela Covid-19, quando o setor totalizou um investimento de R$ 49 bilhões. Mas a principal notícia do estudo é […]
Minirreforma eleitoral: organizações e pesquisadores pedem normas para propaganda na internet
Organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa ligadas à proteção de direitos digitais e humanos enviaram nesta segunda-feira, 11 — dia em que a proposta de minirreforma eleitoral será apresentada na Câmara dos Deputados — uma carta ao grupo de trabalho do projeto na Casa com sugestões de normas voltadas para propaganda eleitoral na internet, tópico que deve ficar de […]

Receba a newsletter no seu e-mail