Home / Nova lei proíbe os influenciadores de fazerem propaganda

Nova lei proíbe os influenciadores de fazerem propaganda

Fonte: Metro

20 de março de 2022

Uma nova lei australiana “proíbe” os influenciadores de darem depoimentos pessoais para anunciar produtos de saúde

Uma mudança na lei ameaça colocar centenas de influenciadores australianos sem trabalho. A agência reguladora de medicamentos da Austrália, a Therapeutic Goods Administration, atualizou suas regras de publicidade para este ano e agora proibirá influenciadores de redes sociais possam receber qualquer forma de pagamento (em dinheiro, serviços ou bens) por falar bem de produtos terapêuticos.

Entre outras coisas, os influenciadores não poderão mais dar depoimentos pessoais para anunciar protetores solares, shakes de proteína, vitaminas, suplementos ou medicamentos para a pele, incluindo produtos para clarear a pele. Os influenciadores poderão falar sobre os benefícios desse tipo de produto, mas agora terão que fazê-lo gratuitamente ou correm o risco de ter problemas com a lei.

A relação entre estrelas de mídia social e produtos de saúde é controversa há anos, especialmente na Austrália. Em 2015, por exemplo, Belle Gibson, uma das maiores influencers do país que afirmava ter vencido o câncer por meio de nutrição e suplementos alimentares, se tornou uma das personagens mais odiadas pelas pessoas, quando foi revelado que nunca teve a doença.

A nova lei começará a ser aplicada em 1º de julho e terá efeito retroativo. O que significa que os influenciadores precisam remover qualquer postagem antiga que viole a regra de suas redes sociais e, no processo, perderão milhares de dólares.

Estima-se que essas estrelas da web ganhem entre US$ 1.000 e US$ 10.000 por postagem, disse Jessy Marshall, fundadora da agência especializada em beleza e moda australiana Hive HQ, ao Sydney Morning Herald.

A nova lei não significa que a publicidade nas redes sociais acabou, já que os influenciadores podem anunciar produtos, desde que adicionem hashtags ou palavras à publicação que deixem claro que se trata de um anúncio pago. O que eles não podem fazer por qualquer motivo é incluir depoimentos ou recomendações pessoais se estiverem sendo pagos por isso.

No momento, os regulamentos se aplicam apenas a produtos relacionados à saúde, mas é possível que outras agências governamentais australianas apliquem medidas semelhantes, para que influenciadores de outras áreas possam ser afetados no futuro.

Confira matéria no Metro

Voltar para Início

Notícias Relacionadas

Mario D’Andrea sai da Dentsu mas fica na presidência da ABAP
Após sete anos na liderança da Dentsu, Mario D’Andrea desligou-se do grupo na sexta-feira (4). “Um ciclo que se encerra para dar lugar a outros caminhos. Liderar a Dentsu foi uma das maiores honras e sucessos da minha carreira. Deixo muitos amigos e grandes parceiros. Aqui, em Latam e no Japão”, diz D’Andrea. “Continuo defendendo […]
Agência regulatória do Reino Unido defende regulação de inteligência artificial na internet
A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido publicou uma pesquisa a respeito dos efeitos dos algoritmos na redução da competição e dano aos consumidores. A CMA defende que a inteligência artificial que filtra o conteúdo online deve ser objeto de regulação.Leia Mais

Receba a newsletter no seu e-mail