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Adriana Machado vai para o Conselho Superior do Conar

Fonte: Diário do Comércio

20 de julho de 2022

Depois de dez anos como integrante do Conselho de Ética do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), a publicitária mineira Adriana Machado assumiu a presidência da Primeira Câmara do Conselho Superior do órgão. Instância máxima do Conar, o Conselho Superior é o órgão normativo e de administração da associação. “O Código de Autorregulamentação é a constituição e o conselho é a corte suprema, o tribunal que julga”, compara a publicitária.

Adriana Machado representa no Conar a Associação Brasileira de Propaganda (Abap), junto a Edu Simon, que assumiu a vice-presidência da entidade, e a Maria Laura Nicotero, da Momentum. “Este é um trabalho voluntário e muito gratificante, para o qual é fundamental que se tenha grande identidade com a causa da ética publicitária e da autorregulamentação, um modelo muito eficaz de regulamentação para um setor tão importante para a sociedade e a economia”, esclarece a publicitária.

A nova diretora executiva do conselho se formou em publicidade e propaganda na PUC e começou sua carreira na área de marketing de clientes. É pós-graduada em administração e tem mestrado em mercadologia e gestão estratégica pela UFMG. Ela fundou um escritório de consultoria e inteligência de mercado que, depois de seis anos, acabou sendo o berço da Tom Comunicação, agência que dirige há 20 anos, ao lado de Vinicius Alzamora.

“Eu respondo pela presidência da agência e pelo que passamos a chamar de direção de inspiração e o Vinicius, que respondia pela direção de criação, assumiu a direção de criatividade – um conceito que precisa perpassar todas as áreas da agência, e não só a criação. Entendemos que o nosso papel junto à equipe é trabalhar para que tenhamos um ambiente favorável à geração irrestrita de ideias”, explica.

No Conselho de Ética, que integrou desde junho de 2012, as questões mais recorrentes, cerca de 49%, se referiam à apresentação verdadeira – o anúncio tem que ser comprovável e não pode levar o consumidor a engano, entre outras exigências. “No Conselho de Ética, você é um observador privilegiado do impacto da publicidade na sociedade e na economia, pois lidamos o tempo todo com as dúvidas e polêmicas levantadas pelos consumidores ou concorrentes em relação às campanhas veiculadas em qualquer meio de comunicação, incluindo os digitais”, ressalta a publicitária.

Questionamentos

“Nos últimos anos temos visto um aumento muito grande de questionamentos dos consumidores e concorrentes em relação ao marketing de influência, em especial ao uso de marcas por influencers. A opinião contratada tem que ser ostensivamente clara para o consumidor”, destaca.

Tais mídias têm que seguir os mesmos princípios e regras éticas da publicidade tradicional, que veta, através do Conar, a veiculação de anúncios e campanhas de conteúdo enganoso, ofensivo, abusivo ou que desrespeitam, entre outros, a leal concorrência entre anunciantes. A conselheira conta que, no ano passado, 73,8% dos processos julgados eram relativos a campanhas na internet e destes, 62,4% foram veiculados em redes sociais.

Ela destaca que a publicidade responde por 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou seja, ela fomenta a produção e gera valor para a economia brasileira. Um estudo recente da empresa de consultoria internacional Deloitte mensurou que cada real investido em publicidade em 2020 gerou R $ 8,54 para a economia brasileira. “Não adianta produzir se ninguém ficar sabendo e comprar. Além disso, a publicidade financia a liberdade de informação, já que ela é a principal fonte de receita dos veículos de comunicação”, salienta.

Adriana Machado é também integrante do Conselho Editorial do DIÁRIO DO COMÉRCIO, atribuição que, segundo ela, é uma grande honra e um enorme aprendizado. “A convivência com os demais conselheiros é muito rica e as reuniões são verdadeiras aulas. O jornal tem um papel muito importante na economia mineira e as mudanças no setor tendem a favorecer a atuação do DC, uma publicação que trata com muita profundidade e pertinência os assuntos da nossa economia”, avalia.

Confira matéria no Diário do Comércio

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