Home / O legado do Consórcio de Veículos de Imprensa para a mídia

O legado do Consórcio de Veículos de Imprensa para a mídia

Fonte: Meio e Mensagem

23 de fevereiro de 2023

Iniciativa foi encerrada no fim de janeiro, carregando na bagagem campanhas como o Vacina Sim e mais de 960 dias de trabalho

No fim de janeiro, após mais de 960 dias de trabalho, chegou ao fim o Consórcio de veículos de Imprensa, formado por g1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL. O projeto colaborativo foi criado em junho de 2020, durante um dos períodos mais críticos da pandemia da Covid-19.

Na época, havia uma série de divergências a respeito dos dados repassados pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia da Covid-19. Assim, em uma iniciativa inédita no Brasil, os veículos decidiram se unir em uma parceria para coletar nas secretarias estaduais de saúde os números de contaminados e mortos por Covid, além da quantidade de vacinados.

As informações eram divulgadas diariamente para alimentar os veículos participantes e outros conteúdos.

Fim do consórcio de veículos da imprensa

Em seus canais, os veículos participantes justificaram o fim do consórcio. Eles publicaram que, apesar de exigir atenção, a situação da pandemia é considerada controlada. E os dados reportados pelos governos estaduais e federal tem se mostrado confiáveis.

Consórcio e o Vacina Sim

Ao longo dos mais de dois anos de atuação, o consórcio também foi responsável por viabilizar a campanha “Vacina Sim”. A ação pretendia ajudar a conscientizar as pessoas sobre a importância da vacinação no enfrentamento da pandemia.

Legado deixado pelo Consórcio

Presidente executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), integrante do Conselho Editorial do Grupo RBS e jornalista, Marcelo Rech, faz um balanço positivo da iniciativa. “Isso foi um aviso, um alerta muito importante às tentações de governos de querer escamotear a verdade. O consórcio foi formado num momento em que o governo tentou mudar a forma de divulgação dos números. Foi um alerta dos veículos. Se vocês mudarem, nós vamos continuar divulgando a partir de outras formas”, conta.

“E isso fez até o governo, de certa forma, retroceder. É um exemplo de jornalismo e da importância da imprensa. Agora, em que já não há nenhum indício de que há uma tentativa de ocultar dados e a própria pandemia reduziu a intensidade, perde a razão de ser. Mas o fato de ter de estarmos sempre alertas a tentativas de manipulação é extremamente saudável”, opina Rech.

Confira matéria no Meio e Mensagem

Voltar para Início

Notícias Relacionadas

Metade dos planos de mídia tem táticas e execuções insuficientes, aponta Nielsen
Divulgado nesta terça-feira (23) pela Nielsen, a primeira edição do Report ROI mostrou que metade dos profissionais de marketing não investe o suficiente para obter o ROI máximo de cada canal. O informe global apresenta dados com o objetivo de auxiliar nos insights sobre o que impulsiona o retorno dos gastos com anúncios, como medir […]
SXSW terá edição adicional em Sydney, na Austrália
Saindo do clima árido texano de Austin, nos Estados Unidos, o South by Southwest anunciou a expansão do evento para a cidade de Sydney, na Austrália, no segundo semestre do ano que vem. A edição deverá ter duração de uma semana, em outubro, do dia 15 ao dia 22. Nesta semana, a organização também comunicou as datas […]

Receba a newsletter no seu e-mail