Home / Mercado de mídia e entretenimento no Brasil deve crescer 4,7% até 2025, segundo estudo da PwC

Mercado de mídia e entretenimento no Brasil deve crescer 4,7% até 2025, segundo estudo da PwC

Fonte: Tela Viva

26 de agosto de 2021

A mudança nos hábitos do consumidor durante a pandemia trouxe reflexos diretos para a indústria mundial de entretenimento e mídia, que, após queda de 3,8% em 2020, deve começar a sua recuperação neste ano, inclusive no Brasil. De acordo com a 22ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2021-2025 da PwC, o mercado de E&M no país deve crescer 4,7% até 2025 e 5% ao ano. Em valores, o setor vai chegar a US$38 bilhões. 

O levantamento analisou 14 segmentos do setor em 53 países, entre eles Consumo de Dados, Publicidade Digital e na TV, Vídeo OTT, Cinema, Acesso à Internet e Games. Em 2020, o Brasil cresceu menos que o mercado global pela primeira vez, e a previsão é de que só supere a média mundial novamente a partir de 2023. 

A pandemia direcionou os gastos do consumidor brasileiro para o entretenimento dentro de casa: vídeos OTT e games foram os mais beneficiados e seguirão crescendo. Os gastos com internet devem crescer 4,4%, o consumo 4,3% e, com publicidade, 6%, retomando o ritmo pré-pandemia. 

Setores mais impactados pela pandemia, como shows e feiras de negócios, terão uma recuperação rápida de 20% ao ano, impulsionados pela vontade dos consumidores de fazerem atividades externas, após mais de um ano em casa, e devem atingir o mesmo nível de 2019. Já o cinema sofreu uma queda de 86% em receita, voltando a patamares de 2016, e só deve atingir os mesmos patamares de 2019 em 2024. 

“O setor de mídia e entretenimento passa por desafios e incertezas em todo o mundo desde o início da pandemia. Por outro lado, também acelerou processos que já estavam em andamento, como digitalização e consumo de conteúdo online, e que vão colaborar para que essa recuperação nos próximos anos seja rápida”, afirma Ricardo Queiroz, sócio da PwC Brasil. 

Maior acesso à internet e mais consumo digital 

Entre as tendências observadas no comportamento de compra dos brasileiros está o aumento de aquisição de conteúdo de leitura em plataformas digitais. Revistas devem crescer de 8% para 13%; Livros de 10% para 11%; e Jornais de 7% para 11%. 

Os gastos com publicidade devem atingir 6% de crescimento ao ano até 2025, voltando a níveis anteriores à pandemia, que causou um impacto negativo de US$1 bilhão no mercado em 2020. O retorno ao volume anterior deve acontecer somente em 2022. A publicidade na TV online se desenvolverá rapidamente durante o período, com o impacto crescente dos serviços de streaming nas emissoras, mas ainda representará apenas 5% da receita total do mercado em 2025. 

O consumo de música digital cresceu muito com a pandemia e com a ausência dos shows ao vivo. Em 2025, o streaming vai representar 72% dos gastos, enquanto a bilheteria será 17%, o que mostra sinal de recuperação, com retorno do público aos shows ao longo dos anos. Já o consumo de conteúdo para assistir seguirá com a força dos vídeos OTT (13%) e do cinema (40%). A TV por assinatura e vídeos por assinatura de TV vão cair 1% e 3%, respectivamente, assim como os vídeos domésticos (-11%). 

Outro dado importante é o crescimento do acesso à internet pelos brasileiros. Em 2025, 41 milhões de casas devem ter internet fixa e 163 milhões de pessoas devem ser assinantes de internet móvel. Mas ainda é preciso muito investimento em infraestrutura de rede para garantir mais acesso, com mais velocidade, como o suporte ao 5G. 

Confira a matéria no Tela Viva.

Voltar para Início

Notícias Relacionadas

Os desafios das marcas ao entrarem em novas categorias
Criar produtos de outras categorias e, assim, ampliar a diversificação do portfólio representa um passo importante e arriscado para as marcas no mercado atual tão competitivo. Nos tempos em que a palavra inovação faz parte do cotidiano da indústria, os desafios para investir em um novo segmento vão da concepção à comunicação de um novo […]
Orlando Silva: STF não pode ser o único contra fake news
O deputado Orlando Silva (PC do B-SP) disse neste domingo (1º.mai.2022) que o STF (Supremo Tribunal Federal) não pode ser o único no combate às fake news. Cobrou atuação do Congresso para votar projeto contra a desinformação para que as cortes superiores não tenham que legislar sobre o tema. “Depois não adianta reclamar do ativismo judicial”, […]

Receba a newsletter no seu e-mail