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‘Limitar sua marca ao sudeste deixou de ser só xenofóbico, é erro de gestão’

Fonte: Propmark

14 de outubro de 2022

Mileidi Mihaile, de 32 anos, soma mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais e usa sua influência para promover o Nordeste do país

“Maranhense e comunicadora”. É assim que a empresária, influenciadora, apresentadora de televisão e dançarina, Mileidi Mihaile, de 32 anos, se define nas redes sociais.

A influenciadora fez parte do elenco do reality show A Fazenda 13, em 2021, e foi tida como uma das favoritas ao prêmio. Um ano após a sua participação, Mileidi percebeu uma busca maior pelas marcas e usou isso a seu favor para lançar um evento voltado para a região que nasceu: o Vila Da Mila, festa de São João promovida pela influenciadora.

“Na edição deste ano, onde fizemos um evento grande, aberto ao público, com muitas pessoas e atrações, levei comigo em torno de 7/8 marcas. Todas com influência e ativação em Fortaleza”, afirmou a influenciadora.

No total, a empresária soma mais de 5 milhões de seguidores no Instagram e mais de 140 mil inscritos no canal do Youtube. O carisma e bom humor da empresária fizeram com diversas marcas a buscassem para representar seus produtos, como: Niely, Downy, Rosa Selvagem, Fina Paixão, Oro Laser, Monange e muitas outras.

Ao Propmark, Mileidi conta sobre o seu início de carreia, como participar o reality show impactou no seu trabalho e sobre a importância das marcas se alinharem a influenciadores do Nordeste do país.

Como começou a tua história com a internet?

De uma forma muito orgânica. Quando começaram a surgir as redes sociais, como Orkut e Facebook, nós não víamos uma possibilidade de carreira com elas. Era apenas lazer mesmo. E nesse lazer, eu percebia um interesse das minhas seguidoras pelo meu lifestyle. Dicas de maternidade, de looks, de make, de cuidados com o corpo e por aí vai. Foi com o Snapchat que eu percebi uma guinada diferente no digital pois conseguia me comunicar em tempo real, por vídeo, com todas elas. E foi também uma situação em que as marcas não sabiam tão bem como inserir o digital nas publicidades. Foi um aprendizado por todos os lados.

Como e por que você decidiu entrar nesse mundo?

Eu levava muito na esportiva. Era algo que me agradava mesmo, ter essa troca com um público que tinha interesse em me ouvir. Mas quando foram surgindo propostas comerciais e a possibilidade real do digital se tornar uma renda, eu mergulhei fundo. Era unir o útil com o agradável. Não tem como você trabalhar na internet, de forma eficiente, se não sentir prazer na profissão, pois o desconforto transparece.

Você lembra qual foi a primeira campanha publicitária que você fez? Se sim, qual e quando foi?

Pra minha própria marcar MIHAILE BRAND. Na época era uma multimarca e as assinaturas começaram a me contratar e por aí tudo começou.

Você participou da Fazenda. Depois da sua participação, você sentiu um aumento na busca das marcas?

Senti sim, inclusive foi um dos motivos que me levou a aceitar o convite. Um reality-show é uma vitrine nacional. Meu nome é a minha marca, por consequência, minha marca estava passando no horário nobre da TV aberta, diariamente, durante 3 meses. Não tem como isso não influenciar sua procura no mercado.

Como as marcas chegam em você? Há alguma agência ou plataforma que faça a sua ponte com as marcas? Como é esse trabalho?

Eu trabalhei minha vida toda sendo a pessoa à frente da minha marca pessoal. Eu morava em Fortaleza, então à procura por marcas e trabalhos vinha em sua maioria do nordeste. Quando eu fui para o reality, que iria me dar um impulso nacional, entrei na Mynd, mas mantendo todo meu pessoal de Fortaleza. Hoje em dia, eu sigo com as duas pontes, para fazer esse equilíbrio de demanda. A proposta chega, é avaliada, passa por mim e, estando tudo certo, tocamos em frente com a aprovação.

Você participa da criação da campanha? Roteiro, produção etc.

Participo. Dou bastante liberdade para a marca se comunicar comigo, me passar a ideia que ela quer e busca. Mas nem sempre aquilo vai se encaixar nas minhas redes sociais e, consequentemente, engajar meu público. Aí que eu entro e dou meu parecer. A publicidade precisa ficar com a minha cara, pois sou que estou estampando o conteúdo. Não posso me associar com algo que não tem minha identidade.

Você lançou o seu primeiro São João. Como surgiu a ideia e como foram as captações de marca?

Eu amo Festa Junina. Acho que é uma das grandes belezas de ser brasileiro. Nossa cultura é muito rica de celebrações lindíssimas. Mas em Fortaleza, não existia um São João da magnitude do meu estado. Eu sentia falta disso pois espalhado pelos outros estados do nordeste, existem várias festas de São João conhecidíssimas. Assim nasceu o Vila Da Mila, que nesta edição de 2022 se tornou um grande destaque no Ceará. Sobre a questão das marcas, foi uma parte muito divertida, inclusive. Não tem como você levantar grandes eventos sem colaboradores de peso. Na edição deste ano, onde fizemos um evento grande, aberto ao público, com muitas pessoas e atrações, levei comigo em torno de 7/8 marcas. Todas com influência e ativação em Fortaleza. Eu preciso ser fiel ao meu discurso. Não tem como levantar a bandeira do meu estado, buscando um evento de grande porte para a minha cidade, com marcas que não dão visibilidade para cearenses. O discurso precisa estar alinhado em todos os detalhes, da realização do evento até as marcas que apoiam.

Para você, qual é a importância de as marcas apoiarem projetos voltados para o Nordeste?

Acho de máxima importância. O Nordeste é um berço cultural. Uma mineração de talentos. Existe algo que vai além nesta região. As marcas que já perceberam isso, estão saindo na frente. Pois também é uma região populosa e com capital de compra, engana quem pensa que nordestino não é um potencial cliente. Nas minhas pesquisas para o Vila Da Mila, descobri que o Nordeste ocupa a segunda posição do ranking nacional IPC (Índice de Potencial de Consumo), tendo Salvador e Fortaleza entre as dez cidades com o maior índice de consumo do país. O mundo mudou, e o Nordeste mudou junto. Limitar sua marca ao sudeste deixou de ser apenas xenofóbico, se tornou um erro de gestão comercial.

Como você se enxerga como marca?

Acredito que seja uma marca fiel e acessível. Priorizo parcerias longas e duradouras. Acho que isso fideliza o público. Se uma marca entra em um projeto comigo para somar, pode ter certeza de que eu vou vestir a camisa e fazer de tudo para somar com eles também. E eu entendo o meu público. Quero que eles se sintam próximos de mim. Por dentro das minhas escolhas e decisões.

Qual é a melhor definição da marca Mileide Mihaile?

Transparente, verdadeira, fiel e consciente.

Confira matéria no Propmark

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