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Estudo da Microsoft aponta motivações para o retorno ao trabalho híbrido

Fonte: Fast Company

5 de outubro de 2022

Em seu novo relatório, a Microsoft identifica que as empresas de sucesso estão investindo nas conexões interpessoais

O trabalho híbrido é uma realidade que vem se firmando há vários meses, mas se está funcionando ou não ainda é uma questão para debate. Um novo relatório da Microsoft, intitulado “Capacitando sua força de trabalho durante a incerteza econômica”, ouviu muitos empregadores e funcionários e percebeu que há uma oposição bem marcada entre a perspectiva da liderança e a dos trabalhadores.

O estudo reuniu dados de um levantamento feito com 20 mil pessoas em 11 países, além de incorporar dados anônimos e agregados do LinkedIn e do Microsoft 365. O que se descobriu foi que, quando se trata das percepções subjetivas sobre produtividade, há um enorme abismo.

Cerca de 87% dos funcionários afirmam que se sentem produtivos no trabalho hoje em dia, mas 85% dos líderes não têm tanta certeza disso. A mudança para um ambiente híbrido fez com que os líderes perdessem a capacidade de medir e de confiar na produtividade de seu pessoal. 

“O que estou começando a perceber, de verdade, é que os líderes contavam com ferramentas para medir a produtividade dos funcionários que haviam desenvolvido ao longo de suas carreiras. Mas, agora, sem um espaço de trabalho físico, muitas dessas ferramentas são inacessíveis”, explica Jared Spataro, CVP da Modern Work na Microsoft.

“Logo, a questão que se coloca é: como, nesta nova era, devemos avaliar a produtividade? Precisamos parar de olhar apenas para as atividades diárias e olhar para os resultados. Mas essa paranoia com a produtividade fica realmente muito focada nas atividades.”

A paranoia vem do fato de que dois grupos de pessoas estão enfrentando desafios bastante diferentes. Os gerentes continuam a ser cobrados por resultados. Precisam atingir metas de ganhos mais altas etc., o que gera estresse. Portanto, suas expectativas não mudaram muito nesses últimos dois anos.

Os trabalhadores, por outro lado, passaram por mudanças significativas, tanto emocionalmente – em termos de um exame mais profundo do equilíbrio trabalho/vida e do que vale a pena para eles – quanto na prática, já que muitos migraram nos últimos anos, o que os afastou do escritório.

MOTIVANDO O TRABALHO PRESENCIAL 

Fazer com que as pessoas voltem ao trabalho presencial tem sido uma luta, é claro. E isso se deve em grande parte às já mencionadas diferentes percepções entre funcionários e gerentes.

O estudo da Microsoft descobriu que 84% das pessoas se sentem mais motivadas a trabalhar com mais frequência no presencial quando acham que isso pode melhorar suas conexões com colegas de trabalho. Mas a maioria dos chefes está tentando usar políticas corporativas para forçá-los a voltar – em vez de usar as conexões humanas como alavanca.

“Acontece que as conexões pessoais com os colegas com os quais a pessoa trabalha são o maior atrativo”, diz Spataro. “A ideia de que alguém pode realmente estabelecer relações de amizade com seus colegas de trabalho motiva a ida ao escritório”.

Os trabalhadores estão exigindo flexibilidade, e foi assim que a semana de trabalho híbrida entrou em voga. Mas Spataro acredita que, em última análise, o local de trabalho será parecido com o escritório que conhecemos nos dias pré-pandemia, embora com muito mais flexibilidade.

Como exemplo, ele diz que as empresas mais bem-sucedidas são aquelas que estão recuando nas exigências de que os trabalhadores permaneçam no escritório durante certa porcentagem da semana. Em vez disso, criam momentos da semana em que os trabalhadores têm a oportunidade de estar uns com os outros e incentivam que todos estejam presentes nestes momentos.

RECUPERANDO A FORÇA DE TRABALHO 

Outra grande conclusão a que o relatório chegou é que os trabalhadores estão fazendo mais cálculos mentais: eles têm se questionado se estão se tornando mais valiosos no emprego ou se estão estagnados. Se se sentirem estagnados, é muito provável que peçam demissão. 

Isso coloca o ônus sobre os empregadores, que precisam dar aos trabalhadores oportunidades de aprender e crescer. De fato, 76% das pessoas pesquisadas declararam que ficariam mais tempo na empresa se tivessem mais aprendizado e desenvolvimento. Se eles não sentirem que a alta administração prioriza isso, no entanto, vão procurar outro emprego.

“É uma mudança de pensamento”, diz Spataro.

Preencher essas lacunas entre a mentalidade atual dos funcionários e a mentalidade engessada dos gerentes deve ser uma prioridade para as organizações. No final das contas, as pessoas são essenciais para uma empresa. Quanto mais engajadas e inovadoras elas forem, melhor será para todos.

Confira matéria na Fast Company

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