Home / Como funciona o modelo de quatro dias de trabalho semanais?

Como funciona o modelo de quatro dias de trabalho semanais?

Fonte: Meio e Mensagem

24 de maio de 2023

Há tempos, notícias sobre empresas que reduziram sua jornada e adotaram modelos com quatro dias de trabalho semanais chamam atenção do público. Um caso recente famoso é o do Reino Unido que divulgou um estudo feito com 61 empresas para testar a produtiva com uma redução de jornada.

Os resultados foram positivos. As empresas mantiveram e, em alguns casos, até aumentaram o rendimento com um dia a menos. Além disso, após seis meses, o estresse e o esgotamento entre os profissionais diminuíram 71%. E a probabilidade de demissão declinou 57%.

Das empresas que participaram do estudo, 92% resolveram continuar com quatro dias de trabalho semanais depois do fim do piloto. Neste mês, essa mesma iniciativa chegou ao Brasil.

Como funciona o teste?

A partir de setembro, o Brasil terá um projeto piloto para analisar a possibilidade de reduzir a jornada para quatro dias úteis. O processo será conduzido pela instituição global 4 Day Week Global e o Boston College, que lideraram a iniciativa em outros países.

A Reconnect Happiness at Work, empresa brasileira especializada em felicidade corporativa, será parceira do projeto. Empresas de todos os tamanhos e setores pode participar do programa a partir de uma inscrição no site.

Em junho e julho, a Reconnect vai oferecer sessões com informações sobre o piloto para as empresas interessadas, explicando a metodologia e as análises necessárias. A proposta do projeto prevê um esquema de 100-80-100. 100% de salário, 80% de tempo com 100% de produtividade.

Ao longo do experimento, os participantes vão receber instruções e suporte para lidar com o redesenho da semana, gestão de tempo, métricas e mudanças na comunicação. Apesar de nas experiências anteriores ter melhorado o bem-estar dos profissionais, o grande foco do estudo é a produtividade.

Sobrecarga X Produtividade

Renata Rivetti, fundadora da Reconnect Happiness at Work, conta que o Brasil é preciso primeiro desmistificar o tema. Isso porque a produtividade ainda é encarada como sinônimo de horas trabalhadas.

“Muitas pessoas e empresas atualmente contam com excesso de reuniões, distrações e microgerenciamento. Há muita ‘perda de tempo’ no modelo atual. Estudos mostram que somos produtivos menos de 3h por dia”, aponta a executiva. Ela acrescenta: “O mundo mudou muito nos últimos 100 anos. Há muita tecnologia a nosso favor e podemos redesenhar a jornada de trabalho revendo novas formas de atuar, mais produtivas e mais saudáveis”.

Segundo Renata, nos países que já testaram, o ganho de produtividade veio de fatores como a revisão da quantidade e duração de reuniões, mudança na prioridade das atividades, criação de uma comunicação mais eficiente e transparente, automação de processos e outros.

“Muito importante entender que é uma construção conjunta e não um tema de uma só área específica. Os líderes precisam ser exemplo, mas é preciso que todos se envolvam. Só assim é possível manter a produtividade elevada com as mudanças. A responsabilidade é de todos”, reforça.

Confira matéria no Meio e Mensagem

Voltar para Início

Notícias Relacionadas

“Projeto Bernanke”: Google teria usado programa secreto para manipular leilões de publicidade
O Google está sendo acusado de ter usado um programa secreto denominado como “Projeto Bernanke” para favorecer seus clientes em leilões de publicidade online. Leia Mais
Novas regras sobre gastos com publicidade em ano eleitoral serão votadas nesta terça
O aumento do limite de gastos do poder público com publicidade em ano eleitoral pode ser votado pelos senadores na sessão plenária desta terça-feira (3). O  PL 4.059/2021 muda a forma de cálculo para determinar quanto os governos federal, estaduais e municipais podem gastar com publicidade em anos eleitorais. Confira matéria na agência Senado

Receba a newsletter no seu e-mail