Home / Cautela e agressividade criativa devem reger atuação das agências

Cautela e agressividade criativa devem reger atuação das agências

Fonte: Propmark

12 de janeiro de 2022

A maioria dos líderes das agências se declara confiante neste ano, mesmo com dúvida sobre como vai se comportar a economia, principalmente em função da agitada vida política. Mas muitos lembram que a evolução na área digital deve continuar transformando. Outros dizem que o anunciante exigirá ainda mais criatividade, para uma comunicação relevante e assertiva. Covid, inflação, juros, NFT, games e metaverso dominarão a pauta. Veja a seguir.

Marcio Toscani – Co-CEO e COO da Leo Burnett Tailor Made

“Estou otimista em relação a 2022 para a Leo Burnett Tailor Made, já que nos últimos três anos evoluímos muito em nossa entrega digital, com trabalhos integrados para basicamente todos os clientes da agência. As últimas conquistas mostram que estamos no caminho certo e as transformações do mercado têm nos ajudado muito em nos transformar em uma agência mais ágil e cada vez mais próxima do negócio dos nossos clientes. Temos em nosso nome o ‘Tailor Made’, e somos uma agência na qual a criatividade aliada à tecnologia e nossas estruturas sob medida trabalham em prol do negócio dos nossos clientes.”

Eduardo Lorenzi – CEO da Publicis Brasil

“Em 2022 eu vejo muitos clientes e setores buscando a retomada do crescimento econômico e querendo ser mais agressivos em comunicação. Na contramão deste cenário, estão entraves como possíveis novas ondas de Covid, instabilidade e polarização política, além de escassez de matéria-prima e mão de obra para atender à demanda do consumidor. Sendo assim, a comunicação das marcas precisa ser cada vez mais criativa, relevante e assertiva, idealmente gerando dados. Nesse sentido, a perspectiva é que neste ano as marcas busquem crescimento dos negócios, mas também sejam muito criteriosas com a performance dos investimentos.”

Marcio Oliveira – Presidente da R/GA

“O ano de 2022 continuará sendo desafiador porque não chegamos ao fim da pandemia. Some-se a isso uma inflação de dois dígitos e um juro igualmente alto. Esta equação é a certeza de uma retração no consumo de produtos e serviços. Por outro lado, a transformação digital não tem volta. E as marcas perceberam que precisam de tempo de qualidade com seus consumidores. O tiro de canhão foi trocado pela mira à laser. O parceiro que conseguir atuar na intersecção das disciplinas será valorizado. A big idea virou whole idea porque deve provocar experiências e engajamentos que se refletem em vendas.”

Patricia Andrade – VP executiva da WMcCann e diretora-geral do escritório de Brasília

“Imagino que 2022 será um ano de cautela, com reaquecimento e retomada de investimentos ainda lentos. Temas como NFT, Games e Metaverso estarão cada vez mais na pauta dos nossos clientes e precisaremos extrair o melhor da tecnologia para conectar marcas e consumidores de forma personalizada. O mar de dados a nossa disposição nos permitirá, cada vez mais, unir uma visão holística a um olhar humano, com agilidade e flexibilidade para trazermos resultados concretos aos clientes. Também acredito que ESG será um dos grandes assuntos do próximo ano, e seguiremos nossa busca para ajudar as marcas a terem um papel significativo na vida das pessoas”.

Filipe Bartholomeu – Sócio e CEO da AlmapBBDO

“Apesar de ainda estarmos vivendo uma série de incertezas pela pandemia, as altas taxas de vacinação nos dão uma direção: 2022 será melhor. Pelo simples fato de que pessoas precisam de pessoas; e os encontros (espero) serão inevitáveis. O contexto político em ano de eleição não joga a favor, mas teremos Copa do Mundo e tantos eventos represados que impulsionarão nossa indústria. Lidaremos com pessoas mais digitalizadas em um país 5G, com tantas novas dinâmicas de consumo e conexão. Mas seguiremos lidando com consumidores, que estão ávidos por viver o que não puderam por 2 anos. Um alimento pra quem trabalha no nosso mercado, que será sempre da criatividade, mas (que bom, finalmente!) deve caminhar a passos largos para que também se torne da diversidade, inclusão, justiça social, resultados e eficácia, combustível fundamental para os negócios das marcas. Esse é o 2022 que espero.”

Thomas Tagliaferro – CEO da TracyLocke Brasil

“Teremos um 2022 ainda desafiador por todo o cenário político e econômico que vivemos no Brasil. Mas, na minha visão, o mercado continuará acelerando sua transformação e mantendo o crescimento da publicidade digital. Depois de quase dois anos de restrições sociais e com a reabertura gradativa das atividades, também vejo muita oportunidade para o crescimento de projetos ligados a experiência física e comunicação OOH integrados com jornada do consumidor e do shopper. Já estamos sentindo esse movimento nos budgets dos clientes. As marcas não deixarão de investir e com certeza voltarão a considerar meios adormecidos nos últimos anos.”

Raffael Mastrocola – CEO da Oliver Latin America

“Depois de quase dois anos lidando com a pandemia, 2022 deve ser um ano de consolidação de algumas discussões que crescem no mercado. Cada vez mais os anunciantes buscam soluções ágeis, personalizadas, com mais controle e transparência em todo o ecossistema de marketing. Somado a isso, há fenômenos como o modelo híbrido de trabalho, automação no marketing, dados sendo uma mina de ouro (mas tendo a privacidade e fake news como desafios), conceito de shoppable mais presente, e os creators se tornam fundamentais para uma conexão significativa com diferentes públicos. Dessa forma, ter uma equipe ágil e diversa com o foco em gerar negócio de forma mensurável, apoiado por um ecossistema de marketing que gere uma experiência significativa para as pessoas, será de extrema importância para continuarmos crescendo de forma sustentável.”

Claudio Kalim – Sócio e CEO da Tech and Soul

“Temos sentido que 2022 está sendo muito esperado por todos. Depois de quase dois anos vivendo no pesadelo da pandemia, as pessoas têm sentido que, neste novo ano, podemos voltar a algo que seja mais próximo do que tínhamos antes de tudo isso acontecer. Mas será? Acredito que será o ano da consolidação de um novo jeito de fazer as coisas, um formato híbrido entre tecnologia e alma. As ferramentas tecnológicas nos ajudaram a passar pelo que vivemos e vão continuar a fazer parte da nossa vida, mas a possibilidade de estarmos próximos uns dos outros de novo fará deste ano um início de um novo momento. Para nossa indústria, a tecnologia é importante, sim, mas gente nunca foi tão fundamental. E é isso que esperamos. Que 2022 venha e traga cada vez mais proximidade e interação entre as pessoas.”

Tatiana Pacheco – Diretora-geral da Cheil

“Em 2022, do ponto de vista econômico, neste momento, ainda temos indicativos de um ano desafiador. Os indicadores mostram uma economia com leve crescimento e índices de inflação ainda importantes. Isso deve impactar o consumo e, consumidores devem continuar com comportamento de compras mais planejadas e sem exageros, hábito que já foi adquirido na pandemia. Neste ambiente, fará ainda mais sentido o uso adequado das verbas de comunicação. É o momento que os anunciantes não devem deixar de expor a sua marca/produto, mas, sem dúvida, junto com as suas agências, buscar o melhor e mais adequado mix de meios. Além disso, certamente haverá cada vez mais ações de comunicação para ajudar os anunciantes a enriquecerem suas bases de dados, uma vez que em 2023 o Google deve, finalmente, implementar o fim dos cookies nos ambientes abertos, fazendo com que os anunciantes deixem de ter informações de contextualizações, que eram tão usadas para as compras de mídia digital.”

Claudio Lima – Sócio e CEO da Druid 

“Nós estamos extremamente otimistas com 2022. O negócio da DRUID está focado num dos segmentos que mais cresceram em 2021, que foi o cenário de games. E queremos acompanhar o crescimento desse segmento e toda a sua inovação com novas áreas como metaverso, blockchain e crypto games. Esperamos que cada vez mais marcas queiram experimentar e descobrir essas novas tecnologias e espaços de experiência para seus consumidores.”

Rianni Bertoldo – Diretora-geral da Moringa

“2022: a combinação mágica entre a tecnologia e o homem. O ano de 2021 foi marcado pelo enorme avanço tecnológico. O homem mostrou mais do que nunca sua capacidade de resolução. Vacinas em tempo recorde, tecnologias sendo usadas para a cura, para transformar o virtual quase que real. Para o nosso negócio, aposto em três tendências: 1- A humanização dos dados. Parece contraditório, mas o uso dos dados de forma mais próxima, simples, humana e, com isso, menos invasiva. 2- O cuidado cada vez mais individual tanto para os colaboradores das empresas quanto para os clientes. Por mais que exista semelhanças, já não basta o agrupado ou clusterização convencional. Empresas com foco na valorização dos indivíduos tendem a ter coletivos mais fortalecidos. 3- O resgate dos valores humanos. Respeito, carinho e afeto. O ano de 2022 deve ser marcado por relações mais afetuosas.”

Alan Strozenberg – Sócio e co-CCO da Z515

“Acho que este ano terá dois aspectos fortes: a eleição e a vida pós-Covid-19. A eleição sugere um maior conservadorismo, enquanto a vida pós-Covid justamente o contrário. Acredito que o otimismo do pós-pandemia vai se sobrepor e teremos um ano aquecido. As pessoas querem sair de casa, consumir, celebrar a vida. E o mercado vai junto. Na agência, também estamos otimistas. E acho que vamos crescer junto com os nossos clientes, já que alguns deles têm estratégias bem agressivas para 2022.”

Geraldo Rocha Azevedo – CEO da Execution

“2022 vai ser um ano muito desafiador. Por um lado, temos um cenário político extremamente instável, indefinido e diria até assustador. Some-se a isso uma enorme insegurança jurídica e institucional e, completando o quadro, uma inflação crescente e uma liquidez decrescente — as quais, somadas, fizeram uma Black Friday tímida que projetou um Natal mais fraco do que poderia ser. Isso para não falar do cenário externo, nem da Covid-19. Por outro lado, sou um otimista e, como tal, não deixo de acreditar na capacidade deste país e de sua gente. Já passamos momentos piores e temos a resiliência necessária para navegar na adversidade sem deixar o barco afundar. Até pode fazer um pouco de água, mas afundar, mesmo, não vai”.

João Passarinho Netto – Sócio e VP de estratégia criativa da Jotacom

“O mercado deve continuar na sua evolução natural, aflorando cada vez mais os conceitos de martech e adtech — que, no nosso entendimento, são pontos focais para a transformação da indústria. O core digital da indústria vai continuar evoluindo, fruto da transformação digital acelerada pela pandemia, porém cada vez mais integrada com meios tradicionais até então denominados offline, conectados com mais frequência, intensidade e facilidade ao online para evolução de comunicação dirigida, mensuração e eficácia.”

Daniela Graicar – Sócia e co-CEO da PROS

“Vejo 2022 reforçando a busca por relevância e pelo ‘tem de fazer sentido’ para todos os envolvidos. Na prática, marcas devem intensificar ações nos games e no metaverso, melhorando as formas de comprovar o ROI. No mundo físico, lojas e PDVs vão investir em experiências cada vez mais especiais, sabendo que as pessoas só vão se deslocar se for para sentir sensações diferentes — enorme oportunidade para o brand experience. Vejo também a influência consciente ganhando cada vez mais espaço, com marcas valorizando o bom conteúdo e a relevância acima de ações relâmpago e audiência superficial. Por fim, meu otimismo aponta para relações mais respeitosas entre agências e marcas, com concorrências mais justas e parcerias de longo prazo.”

Luis Maia – CEO da Peppery

“Por conta de todas as questões socioeconômicas, em 2021 tivemos uma constante mudança em praticamente todas as plataformas do mercado, deixando a relação entre marcas e seus públicos ainda mais complexa. Por isso, entendo que, em 2022, iniciativas fundamentadas na transparência e no relacionamento verdadeiro serão essenciais para uma boa performance e geração de negócios — independentemente do meio ou canal. Isso passa por desenvolver uma capacidade maior de fazer com que acontecimentos macroeconômicos influenciem minimamente na geração de novos negócios para os anunciantes e clientes.”

Mayer Mirmovics – Sócio-diretor da Social Tailors

“É impossível pensar 2022 sem levar em conta a brutal transformação que os últimos anos nos impuseram. A maneira como nos relacionamos com as pessoas, com o trabalho e principalmente como nos enxergamos dentro desse contexto, mudou. Com o nosso mercado não foi diferente. E os efeitos prolongados de um mundo mais conectado só têm uma direção: uma comunicação mais verdadeira, empática, diversa, inclusiva, transparente e justa. Os players que absorverem essa essência em toda sua comunicação conseguirão criar laços. Não se trata mais de otimismo, mas sim de uma necessidade.”

Bruno Lunardon – Sócio e CEO da SoWhat

“2022 se mostra como um ano promissor. O Brasil enfrenta uma das maiores inflações da história recente, reduzindo drasticamente o poder de compra dos brasileiros. Por outro lado, todos estão muito entusiasmados para viver, comprar, gastar e girar a economia — efeito direto das restrições pandêmicas. Aí entra a promessa de um grande espaço para a comunicação e a exigência de que ela seja criativa, eficiente e inovadora. Estamos certos de que a forma de comunicar também se transforma neste cenário. Por isso, por aqui, já estamos operando em um formato agnóstico aos meios e focamos na conversa com o consumidor. Entendemos que este é o formato para o futuro.”

Marcio Stangalin – Sócio e diretor de estratégia da CL

“Acreditamos que o ano de 2022 deve ser de retomada mais forte do mercado, e vemos alguns movimentos de clientes nesse sentido ainda para janeiro. Deve ser um período ainda cauteloso, mas com boas movimentações. Sobre os modelos de trabalho, podemos esperar mudanças interessantes: o digital deve se manter bem forte e influenciadores serão a grande aposta, junto com as novas plataformas. O mercado deve manter um sistema híbrido, o que significa mais apoio do digital no dia a dia.”

Beto Almeida – CEO da Interbrand

“2022 começa com as mesmas incertezas pandêmicas do início de 2021. Soma-se a isso a desigualdade social, mudanças climáticas, o esgotamento de recursos naturais e a eleição presidencial. Apesar de tudo isso, as marcas e negócios devem continuar a crescer e florescer em meio a nossa selva de pedra, impulsionando crenças, comportamentos e escolhas. Em um momento de crise de confiança nas instituições, nos governos e sociedade, devemos repensar as marcas como atos de liderança. É uma oportunidade para preencher este vazio.”

Luís Bartolomei – Sócio e CEO da CBA B+G

“Vejo a volta do consumo, especialmente em modelos conhecidos durante a pandemia. Vejo empresas implementando, afinal, os planos que tanto replanejaram até aqui, já considerando os solavancos de um ano eleitoreiro. E vejo marcas costurando este tecido, acelerando ofertas com um olhar ESG possível; reduzindo o gap entre estratégia e performance no omnichannel; e repensando o branding em um contexto tão fragmentado quanto à combinação das tribos conectadas. Vejo, enfim, 2022 como o início da era do branding responsivo.”

Paulo Castro – CEO e sócio da Agência3

“Tecnologia e criatividade serão uma obsessão para a empresa de comunicação. Caso não domine essas duas áreas terá problemas em performar bem e entregar resultados para os clientes, consumidores e para ela própria. Dados são a bola da vez há algum tempo e criatividade já é a bola da vez desde o início da nossa profissão. Essa conversa entre as duas vai se acentuar até serem uma coisa só. Para mim, 2022 será o ano desse casamento se sedimentar de vez.”

Fernanda Galluzi – Sócia e VP de comunicação da Ana Couto

“Enxergamos 2022 como um ano de redescobertas e evolução. Construção de valor para pessoas, organizações e sociedade continuará no topo das nossas prioridades. No contexto do novo modelo de trabalho, vamos vivenciar descobertas do modelo híbrido, prioritariamente remoto, para redefinir o papel do escritório e garantir os melhores talentos sem fronteiras, mas sempre alinhados com a nossa cultura. Do ponto de vista de negócio, tudo aponta para um ano de crescimento, com projeções para a economia girar com mais força. Marcas vão gerar valor com resultados financeiros e conectando os públicos com sua visão de mundo. Afinal, lucro e propósito andam juntos.”

Rodrigo Toledo – Sócio fundador e COO da Dojo

“2022 desenha-se como um ano muito promissor. Apesar de possíveis turbulências pela corrida eleitoral, há uma volta à liberdade pós pandemia que deve reaquecer o mercado como um todo especialmente em ano de Copa do Mundo. Também acreditamos que será um ano onde diversas inovações incubadas durante o período pandêmico eclodirão principalmente em saúde, mas especialmente em disciplinas ligadas à ESG. Para a Dojo, 2022 inicia-se com clientes aportando escopos novos de trabalho o que, de início, nos mostra um ano de um possível crescimento orgânico (e sustentável) bastante importante.”

Rodolfo Sampaio – Sócio da Moma

“Num aspecto mais amplo, acredito que 2022 vai ser desafiador: inflação em alta, PIB modesto, eleições polarizadas. Tudo que traz incertezas e emperra os investimentos. Acho que vamos continuar convivendo com a pandemia, com novas cepas que assustam e adiam a volta total e definitiva à normalidade. Reflexo desse contexto, na propaganda não vai ser diferente. Um ano cheio de interrogações. E um assunto vai ser intensamente debatido em 22: home office, híbrido ou presencial?”

Alexandre Bassora – Fundador e CEO da Audaz

“Cale a boca e beija. Deu match, trocou mensagens, emojis de amor, flores foram enviadas. E agora? Agora beija! Acredito que os próximos anos devem ser de ação. Pandemia, retrocesso político, avanços da tecnologia, onda startup sem fim, influencers, algoritmos que têm dono. E agora, o que fazer? Agora é resiliência, coragem e criatividade para mudar pessoas, negócios e o mundo. Criatividade com verdade, feito de pessoas para pessoas.”

Mario D’Andrea – Vice-presidente de conteúdo e integração da OpusMúltipla e presidente da Abap

“Falar do futuro sem olhar para o presente é chutorologia (acabo de criar essa palavra). Pelo que aconteceu nesta pandemia, arrisco três palpites. Depois dos investimentos pesados em mídia de performance em 2021, haverá um equilíbrio salutar entre e-commerce e as campanhas de construção de marca. Construir marca é mais eficiente para aumentar vendas e ampliar margens ao mesmo tempo.Com o fim dos cookies, as marcas irão aprofundar os relacionamentos com seus consumidores, aproveitando ao máximo os dados proprietários que já possuem. Por fim, outro aprendizado: não existe empresa saudável numa sociedade doente. Em 2022, pós-Covid, as marcas têm de participar ainda mais da vida do consumidor, seus medos e desejos. Resumindo: criar pontes emocionais com os consumidores será imprescindível. Bom, não?”.

Carol Escorel – Diretora de negócios e inovação da Talent

“Que 2020 e 2021 foram desafiadores e cheios de incertezas todo mundo está cansado de saber. E 2022 não vai ser diferente, ainda que com a pandemia sob controle no país, as previsões de instituições financeiras e especialistas políticos e econômicos não são muito animadoras: PIB menor, inflação mais alta e juros também mais elevados num ambiente de muita turbulência politica. Continuaremos num cenário de incertezas e com uma população com a renda cada vez menor. E mais uma vez criatividade, dados e segmentação serão fundamentais para a maior assertividade para os investimentos dos anunciantes. Começamos um novo ano já cansados de 2 anos intensos e exaustivos. Que Deus nos proteja!”.

Nelson Vilalva – CEO da nova/sb 

“2022 será um ano quando a recuperação econômica será posta à prova. Nós esperamos uma retomada que empolgue anunciantes e marcas e permita um maior vigor na nossa área. Esperamos e torcemos também pela nova gestão do CENP. Especialmente na área pública, há muito o que dialogar não só para manter os equilíbrios dos contratos, mas para que os anunciantes possam ter competitividade na utilização das novas formas de comunicação.”

Leonardo Claret – Sócio-criativo da Monkey-land

“A gente abriu a Monkey com dois objetivos: ser feliz e fazer um trabalho criativo. E pra conseguir ser feliz e fazer um trabalho criativo, é preciso ser leve. Leve com as pessoas, leve com as relações que a gente constrói, leve na estrutura da empresa, principalmente, leve com o trabalho. E imprimindo a leveza no nosso dia a dia, 22 tem tudo para o ser um ano muito foda. Vamos livre, vamos leve e vamos solto para retomada.”

Confira a matéria no Propmark.

Voltar para Início

Notícias Relacionadas

Austrália e especialistas defendem a regulamentação de algoritmos do Facebook e Google
A decisão australiana de regulamentar e aumentar o controle sobre as redes sociais veio depois de uma investigação de 18 meses e o resultado da investigação é um documento que tem tudo para se tornar um marco histórico daqui a 50 ou 100 anos.Leia Mais
Diretoria da ABAP quer fortalecer órgãos de autorregulamentação
Avançar na valorização da atividade publicitária e fortalecer os organismos de autorregulação são algumas das pautas da diretoria da ABAP neste novo biênio. “Grande parte dos problemas do mundo digital está exatamente na falta de regras e de transparência – algo que já está bastante endereçado no modelo brasileiro de autorregulação”, explicou o diretor-executivo da […]

Receba a newsletter no seu e-mail