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América Latina deverá liderar o comércio eletrônico em 2027, aponta relatório

Fonte: Propmark

27 de julho de 2023

As vendas no varejo eletrônico na América Latina vão crescer 14,3% em 2023, lideradas pelo bom desempenho de Argentina, México e Colômbia. Será o mercado com a segunda maior taxa de crescimento em comércio eletrônico no mundo, atrás apenas da região do Oriente Médio/África (por menos de dois pontos percentuais de diferença).

A América Latina é também uma das duas únicas regiões em que o comércio eletrônico vai crescer na casa dos dois dígitos pelos próximos quatros anos. Já em 2026, a região será novamente o mercado a registrar o mais rápido crescimento do setor de e-commerce em todo o mundo, segundo o relatório “Latin America Ecommerce Forecast 2023”, divulgado hoje pelo eMarketer Insider Intelligence.

As vendas no varejo eletrônico na região ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões em 2021 e devem superar os US$ 200 bilhões em 2026. É um marco impressionante para os padrões locais, mas deverá representar apenas 2,8% das vendas globais via e-commerce.

Apesar dos bons resultados, no ano passado a taxa de crescimento das vendas no varejo eletrônico na América Latina não conseguiu suplantar a inflação. No entanto, mesmo com a inflação em alta em alguns mercados-chave e com a lentidão da retomada econômica, a estimativa é de que as taxas de penetração do e-commerce se mantenham na casa dos dois dígitos pelo menos até 2027.

“O e-commerce na América Latina é muito resistente frente aos desafios macroeconômicos. Por isso, a tendência de crescimento é mais acentuada na região do que em mercados mais maduros, como o Reino Unido, por exemplo, onde as dificuldades econômicas já se refletem nas vendas”, explicou Matteo Ceurvels, analista sênior para a América Latina da eMarketer/Insider Intelligence, após sua apresentação na manhã desta quarta-feira no Fórum E-commerce Brasil 2023, em São Paulo.

As distâncias continentais e a dificuldade de acesso a vários tipos de produtos por parte de consumidores que vivem longe dos grandes centros urbanos explicam a resiliência do comércio eletrônico na região, mesmo frente a cenários desfavoráveis. Para parte da população dos maiores países, como o Brasil, a compra online é a única opção para conseguir determinados itens.

Outro fator que pesa na balança do crescimento do comércio eletrônico são os investimentos dos varejistas para reduzir os prazos e expandir a área de entrega. Ainda assim, o varejo físico vai predominar. Em 2027, as lojas físicas responderão por 87% do total das vendas a varejo na região.

Confira matéria no Propmark

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