O Brasil encerrou em alta a sua participação na 73ª edição do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, realizado na semana passada, com 62 Leões conquistados. O País ficou como o terceiro mais premiado do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido. Foram 3 Grand Prix, 13 Ouros, 20 Pratas e 26 Bronzes.

O festival distribuiu 34 Grand Prix em 33 categorias. Os Estados Unidos brilharam com 7 Grand Prix, seguidos pelo Reino Unido, com 5. O Brasil ficou em terceiro nesse ranking, com prêmios máximos para “Podia ser uma Heineken”, da LePub São Paulo e Milão para Heineken, vencedora em Social & Creator, “Cupom em Campo”, da GUT para Mercado Livre, em Outdoor, e “Nigrum Corpus”, da Artplan para Idomed e Instituto Yduqs, vencedor do Glass Lion.

A ABAP – Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário –  marcou presença no evento para ver de perto as tendências do setor e reconhecer o protagonismo de suas agências associadas, que conquistaram 82% dos Leões brasileiros em Cannes.

A AlmapBBDO ficou com 12 troféus (1 Ouro, 3 Pratas e 8 Bronzes), a LePub com 10 (1 Grand Prix, 5 Ouros, 2 Pratas e 2 Bronzes), VML com 7 (2 Ouros, 1 Prata e 4 Bronzes), GUT com 6 (1 Grand Prix, 2 Pratas e 3 Bronzes), Droga5 com 5 (1 Ouro, 2 Pratas e 2 Bronzes), Publicis Brasil com 4 (1 Ouro e 3 Pratas), Africa, também com 4 (1 Ouro, 1 Prata e 2 Bronzes), assim como Artplan (1 Grand Prix, 1 Prata e 2 Bronzes). A Wieden+Kennedy (1 Ouro), Ogilvy (1 Bronze) e Drum Brasil (1 Bronze) também saíram com um Leão cada.

A entidade apoiou ainda a cobertura especial do Valor Econômico, principal veículo do segmento de economia do país – que publicou mais de 30 reportagens sobre o evento, valorizando o segmento de propaganda.

Em entrevista à publicação, o CEO do Cannes Lions, Simon Cook, afirmou que o festival “virou a página” após a crise de integridade de 2025 e reforçou que o episódio não foi um problema exclusivo do Brasil, mas global. Segundo o executivo, a queda de 35% no número de Leões brasileiros em 2026 está diretamente ligada à redução de 40,6% nas inscrições do País, e não à perda de qualidade criativa. Cook destacou que as novas regras de validação dos cases foram essenciais para preservar a credibilidade da premiação e reafirmou que o Brasil continua sendo uma potência criativa para o Cannes Lions.

Divulgação/Cannes Lions